Antes de cortar despesas, descubra sua situação real. Reserve meia hora e reúna os últimos extratos, faturas, comprovantes de renda e cobranças recorrentes. Não precisa criar a planilha perfeita; basta juntar os dados essenciais em um único lugar.
1. Descubra a sua renda utilizável
Considere a renda que realmente chega à conta, e não o salário bruto. Inclua rendimentos recorrentes e eventuais entradas extras, separando o que é previsível do que não é. Não conte com bônus, comissão ou venda ainda não recebidos para pagar um compromisso certo.
2. Divida as saídas em quatro grupos
- Essenciais fixas: aluguel, condomínio, mensalidades indispensáveis, contas contratadas.
- Essenciais variáveis: supermercado, energia, água, transporte e farmácia.
- Não essenciais: lazer, pedidos de comida, assinaturas dispensáveis e compras por impulso.
- Compromissos financeiros: parcelas, empréstimos e pagamentos de dívidas anteriores.
Algumas despesas mudam de grupo conforme a sua realidade. Internet, por exemplo, pode ser indispensável para quem trabalha em casa. O importante não é seguir uma classificação universal, e sim não esconder gastos.
3. Calcule seu saldo do mês
A equação básica é renda líquida − total de saídas = saldo do período. Saldo positivo significa que sobrou algum espaço; saldo negativo exige mudança porque o mês está sendo financiado por reservas, atrasos ou crédito.
4. Observe as datas, não apenas os valores
Um orçamento pode fechar no papel e ainda assim faltar dinheiro no dia 10. Isso acontece quando o salário entra no fim do mês, mas os principais pagamentos vencem no início. Liste datas de recebimento e vencimento; se possível, ajuste vencimentos para uma janela coerente com sua renda.
Seu primeiro retrato
Anote quanto entra por mês, quanto sai para despesas essenciais, quanto está comprometido com parcelas, quanto sobra e qual é o total das dívidas. Se não tiver todos os números, coloque “a conferir” e complete depois. Melhor um diagnóstico incompleto e verdadeiro do que um número inventado.