CAPÍTULO 05 DE 15 · LEITURA GRATUITA

Cartão, parcelas e decisões melhores

Crédito pode dar conveniência, mas precisa estar dentro do orçamento.

O cartão de crédito costuma separar o momento da compra do momento da cobrança. Essa distância pode produzir uma ilusão: algo parece barato porque a parcela cabe hoje, mesmo que o conjunto das parcelas torne os próximos meses inviáveis.

Parcela não é orçamento

Se você compra três itens de R$ 199 por mês em períodos sobrepostos, pode chegar a R$ 597 mensais de compromissos, mesmo que nenhuma compra individual pareça grande. Antes de parcelar, some todas as prestações que já estarão ativas nos próximos meses.

O limite do cartão não é renda

Ter R$ 5.000 de limite não significa ganhar R$ 5.000 adicionais. O dinheiro usado pertence ao seu orçamento futuro. Quando você registra uma compra parcelada, deixe claro o valor total contratado e o cronograma dos pagamentos para não perder a visão da obrigação inteira.

Evite financiar a fatura sem entender o custo

Pagar apenas parte da fatura pode gerar juros e outros encargos. Consulte as condições oferecidas, compare o custo efetivo total (CET) e o valor final que será pago. O CET considera, além dos juros, custos e encargos aplicáveis à operação. Não aceite a menor parcela como sinônimo automático de melhor proposta.

Quatro hábitos protetores

  • Acompanhe o total da fatura ao longo do mês, não só quando ela fecha.
  • Evite cadastrar o cartão em todos os aplicativos de compra por conveniência.
  • Escolha vencimento coerente com o momento em que recebe.
  • Sempre que possível, pague integralmente o valor devido na data e evite atrasos.

Compras que “cabem”, mas não compensam

Às vezes uma prestação cabe, mas ela consome o dinheiro destinado a um conserto essencial, a uma conta anual ou à redução de uma dívida cara. Decidir pelo valor da parcela isolada pode comprometer meses inteiros.

← Capítulo 04: O vazamento dos pequenos gastosPróximo capítulo →