O cartão de crédito costuma separar o momento da compra do momento da cobrança. Essa distância pode produzir uma ilusão: algo parece barato porque a parcela cabe hoje, mesmo que o conjunto das parcelas torne os próximos meses inviáveis.
Parcela não é orçamento
Se você compra três itens de R$ 199 por mês em períodos sobrepostos, pode chegar a R$ 597 mensais de compromissos, mesmo que nenhuma compra individual pareça grande. Antes de parcelar, some todas as prestações que já estarão ativas nos próximos meses.
O limite do cartão não é renda
Ter R$ 5.000 de limite não significa ganhar R$ 5.000 adicionais. O dinheiro usado pertence ao seu orçamento futuro. Quando você registra uma compra parcelada, deixe claro o valor total contratado e o cronograma dos pagamentos para não perder a visão da obrigação inteira.
Evite financiar a fatura sem entender o custo
Pagar apenas parte da fatura pode gerar juros e outros encargos. Consulte as condições oferecidas, compare o custo efetivo total (CET) e o valor final que será pago. O CET considera, além dos juros, custos e encargos aplicáveis à operação. Não aceite a menor parcela como sinônimo automático de melhor proposta.
Quatro hábitos protetores
- Acompanhe o total da fatura ao longo do mês, não só quando ela fecha.
- Evite cadastrar o cartão em todos os aplicativos de compra por conveniência.
- Escolha vencimento coerente com o momento em que recebe.
- Sempre que possível, pague integralmente o valor devido na data e evite atrasos.
Compras que “cabem”, mas não compensam
Às vezes uma prestação cabe, mas ela consome o dinheiro destinado a um conserto essencial, a uma conta anual ou à redução de uma dívida cara. Decidir pelo valor da parcela isolada pode comprometer meses inteiros.